800-CEO-read: Os Melhores Livros de Negócios 2015

   

O site especializado em Livros de Negócios 800-CEO-read divulgou o resultado de seu prêmio anual de Melhores Livros do ano. Confira os ganhadores por categoria em 2015:

(entre parêntesis, os títulos da edição brasileira quando houver)

Negócios em Geral
We Are Market Basket - Daniel Korschun & Grant Welker
A incrível história dos empregados que fazem de tudo para trazer de volta seu ex-CEO amado.

Liderança & Gestão
Everybody Matters (Todos são Importantes) - Bob Chapman & Raj Sisodia
A experiência de liderança de Chapman como CEO da Barry-Wehmiller com seus conceitos de Moral, Lealdade, Criatividade e Alta Performance. Quando Pessoas são cuidadas como Gente e não como Ativos, os resultados são outros.

Inovação & Criatividade
How to Fly a Horse - Kevin Ashton
(Também escolhido como 'Livro do Ano' pelo site)
Para os curiosos sobre as origens da Inovação nos Negócios, o livro conta diversas histórias nos campos da medicina, ciência e tecnologia. 

Marketing
. The Compass & the Nail - Graig Wilson
Uma análise de como algumas empresas podem criar lealdade rápida em seus clientes. 

Vendas
. The Renevue Growth Habit - Alex Goldfayn
22 técnicas para comunicar o valor de seu produto a clientes atuais e futuros.

Empreendedorismo
. Boss Life - Paul Downs
A vida vista como um pequeno empreendimento.

Desenvolvimento Pessoal
Reclaiming Conversation - Sherry Turkle
Como reverter o crescimento negativo através de negociação face-a-face

Finanças & Economia
. America's Bank - Roger Lowenstein
A história da criação do Federal Reserve norte-americano.

Confira os ganhadores em outros anos aqui.

'Pescoçando' na lista de finalistas, encontrei alguns outros bons títulos:

Rise of the Robots - Martin Ford
Martin nos mostra como a Inteligência Artificial vem substituindo o trabalho humano não apenas nas tarefas mecânicas como também nas gerenciais e decisórias, o que é assustador.

Unfinished Business - Anne Marie Slaughter
A luta da desigualdade entre homens e mulheres no trabalho e da desigualdade entre trabalho e vida pessoal.

Misbehaving - Richard Thaler
Mais um livro na linha da Economia Comportamental e suas surpreendentes revelações da Irracionalidade Humana.

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Financial Times: Os Melhores Livros de Negócios 2015

   

Financial Times já divulgou o resultado de seu prêmio de 'Livro de Negócios do Ano'. 

O ganhador de 2015 foi:


. The Rise of the Robots - Martin Ford
Martin nos mostra como a Inteligência Artificial vem substituindo o trabalho humano não apenas nas tarefas mecânicas como também nas gerenciais e decisórias, o que é assustador.


Confira a lista dos demais indicados que concorreram 
(títulos da edição brasileira quando disponível):
. Digital Gold - Nathaniel Popper
A história do bitcoin.

. How Music got Free (Como a Música ficou Grátis) - Stephen Witt
A indústria fonográfica poderia salvar-se? Ou foi vítima fatal de uma evolução tecnológica inevitável? 

. Loosing the Signal - Jacquie McNish & Sean Silcoff
A história de ascensão e queda da BlackBerry, criadora do conceito de smartphone que revolucionou o mercado de celulares e nossas vidas conectadas.


. Misbehaving - Richard Thaler
Mais um livro na linha da Economia Comportamental e suas surpreendentes revelações da Irracionalidade Humana.

. Unfinished Business - Anne Marie Slaughter
A luta da desigualdade entre homens e mulheres no trabalho e da desigualdade entre trabalho e vida pessoal.

Nas "semifinais", achei também bons títulos como:

. Elon Musk - Ashlee Vance
Biografia do bilionário CEO da Spacex e da Tesla e sua influência em nosso futuro.

. Leadership BS - Jeffrey Pfeffer 
Professor de Stanford, Pfeffer mostra como alterar os espaços de trabalho e carreiras gradualmente tem mais efeito no desenvolvimento dos colaboradores que tentativas de se fazer parecer o que se não é. A Autenticidade é o essencial.


Confira no original do site.


Tem coisa boa na lista! Mais alguns candidatos a resenha por aqui...
Confira outras listas de livros premiados em 2015 aqui.


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'The Thinkers 50' - 2015

   
Pela segunda vez, o prof. Michael Porter foi escolhido o Pensador de Negócios do Biênio (2014-15) pela ranking Thinkers 50.


Como diz o nome, trata-se de um ranking dos 50 Pensadores de Negócios mais influentes no último biênio, e existe desde 2000-01. Compensa ver a lista completa no site, você vai encontrar nomes como Clayton Christensen, W.Chan Kim & Reneé Mauborgne, Don Tapscott, Marshal Goldsmith, Roger Martin, Rita McGrath, Dan Pink, Eric Ries, Vijay Govindarajan, Alex Osterwalder & Yves Pigneur, Martin Lindstrom, Daniel Goleman, Adam Grant, Dave Ulrich, Jim Collins, Gary Hamel, John Kotter, et al.


Confira também quem liderou o ranking nos biênios anteriores:

. 2009: C.K. Prahalad
. 2007: C.K. Prahalad
. 2005: Michael Porter
. 2003: Peter Drucker
. 2001: Peter Drucker



Além dos vencedores, as listas completas dos rankings desde 2011 você pode conferir aqui.

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S+B: Os Melhores Livros de Negócios 2015




Mais uma vez, como acontece todo ano, o site especializado em Estratégia e Negócios, S+B (Strategy & Business) divulgou sua lista de Melhores Livros de Negócios de 2015, divididos em 7 categorias:
(títulos da edição brasileira entre parêntesis quando existente)

1. Narrativas
Loosing the Signal - Jacquie McNish & Sean Silcoff
A história de ascensão e queda da BlackBerry, criadora do conceito de smartphone que revolucionou o mercado de celulares e nossas vidas conectadas.


2. Liderança
. Every Town is a Sports Town - George Bodenhemier
O autor conta sua própria jornada à frente do canal esportivo ESPN.

3. Inovação
. Rise of the Robots - Martin Ford
Martin nos mostra como a Inteligência Artificial vem substituindo o trabalho humano não apenas nas tarefas mecânicas como também nas gerenciais e decisórias, o que é assustador.

4. Marketing
. Captivology - Ben Parr
O maior desafio atual do Marketing é como atrair e manter atenção de sua audiência. Ben Parr analisa isso e apresenta diversos estudos de casos.

5. Desenvolvimento Pessoal
. Leadership BS - Jeffrey Pfeffer
Professor de Stanford, Pfeffer mostra como alterar os espaços de trabalho e carreiras gradualmente tem mais efeito no desenvolvimento dos colaboradores que tentativas de se fazer parecer o que se não é. A Autenticidade é o essencial.

6. Economia
. The Shifts & the Shocks (As Transições & os Choques) - Martin Wolf
Comentador de Economia do Finantial Times, Wolf explica o que já aprendemos e o que nos resta aprender sobre Crises Financeiras. 

7. Estratégia
. Wiser - Cass Sunstein & Reid Hastie
Os autores, estudiosos da Economia Comportamental, defendem que times podem pensar melhor quando saem do pensamento coletivo.


Algumas boas sugestões de leitura.
Quer ver quem ganhou nos anos anteriores? Confira aqui.

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ExpoManagement 2015: último dia

   

O último dia de ExpoManagement 2015 foi aberto pelo prof. Dan Ariely, falando de Preços e Clientes Irracionais. As inúmeras decisões que tomamos de forma irracional.

A psicóloga Ellen Langer deu prosseguimento descrevendo o fenômeno do Mindfullness (Consciência Plena) que nos leva a maior eficiência, saúde e bem-estar.

Marc Goodman surpreendeu a platéia explicando o quanto os crimes cibernéticos vem crescendo em ritmo exponencial. Impressionante saber o quanto o crime cibernético está organizado e quão vulneráveis as pessoas e empresas estão. Em seu site Future Crimes, Goodman nos dá 6 dicas básicas de proteção. Vale super a pena. 

A volta do almoço foi dirigida por Rivadávia Drummond com o time do Rock in Rio Academy explicando o business case de sucesso do festival.

Linda Rottenberg deu sequência falando de sua experiência com Empreendedorismo e Diferenciação  à frente da plataforma Endeavor que ajuda milhares de empreendedores em dezenas de Países, incluindo o Brasil.

Depois foi a vez de Joe Hart falar de Liderança Inspiradora e as 4 características do Líder Real (Confiável, Empático, Autêntico e Aprendiz).

Eric Ries fechou a ExpoManagement 2015 falando de Start-ups Enxutas, uma nova metodologia para orientar Start-ups a focarem-se no principal: encontrar um modelo de negócio sustentável, provar que podem dar lucro.

O destaque do dia, no meu ver, ficou por conta de Dan Ariely e suas sempre incríveis descobertas sobre nossa irracionalidade.

Gostou da ExpoManagement 2015

Então confira a cobertura dos demais anos aqui.
Em breve mais posts com a cobertura detalhada, palestra a palestra aqui no blog.

Grato. Abraços.

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ExpoManagement 2015: 2o dia

   

O 2o dia de ExpoManagement 2015 começou com o prof. Clayton Christensen falando de Inovação Disruptiva e como o foco nas Inovações Sustentadoras e Eficientes tem minado o crescimento dos mercados, por conta do retorno de curto prazo.

Walter Robb, co-CEO da Whole Foods, deu seguimento abordando os aspectos da Sustentabilidade no setor de varejo, o chamado Capitalismo Consciente.

Na sequência, Daniel Lamarre, CEO do Cirque du Soleil, falou de Liderança Criativa. Roubou  cena, não apenas com seus videos sobre o fantástico circo, mas com sua apaixonada capacidade de transladar conceitos do ambiente do Show Business para o Management. Rara virtude.

A volta do almoço foi com Yves Morieux que descreveu o conceito de Simplicidade Inteligente e o quanto as Empresas estão perdendo Produtividade por excesso de controle e processos inúteis e complexos, quando na verdade deveriam diminuir a complexidade organizacional, aumentar a integração, a cooperação e a reciprocidade.

Na sequência, o economista Paul Krugman descreveu as novas forças que estão moldando a nova ordem mundial. 

Rivadávia Drummond da HSM fechou o 2o dia, falando de Inovação.

Um dia duro de se escolher um destaque, portanto vou me permitir dois:
Uma 'dobradinha' de Christensen - Morieux, ao nos lembrarem dos erros das organizações atuais em Estratégia e Estrutura: 
- investindo no curto prazo, sem Inovação Disruptiva (que compromete o Crescimento dos mercados).
- complicando estruturas, processos e métricas (que compromete a Produtividade).


Mais detalhes, palestra por palestra, publicaremos nos próximos dias.
E a cobertura ao vivo, você pode acompanhar pelo tweetstorm @AndreVarga #HSMexpo2015.

Confira como foi o 1o dia de ExpoManagement 2015.

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ExpoManagement 2015: 1o dia

 

Os trabalhos da ExpoManagement 2015 foram iniciados por nada mais, nada menos, que Malcolm Gladwell que falou da 'Arte de enfrentar Gigantes', tema central de seu último livro, o best seller 'Davi & Golias'. Interessantes pontos de vista, de como azarões são muitas vezes os verdadeiros favorecidos: Israel vs Síria, Apple vs Xerox, Microsoft vs IBM e outros casos como RCA e Ikea. O ponto é que os azarões, não tendo poder nem nada a perder, tem isso como vantagem.

As duas sessões seguintes foram de Empreendedores. 

Jim McKelvey - fundador da Square - deu sequência falando de 'Inovação e Criatividade' de sua experiência como empreendedor. Jim enfatizou os 5 Pontos em que os Empreendedores podem se diferenciar: Resolver Problemas, Ser Bom e Rápido, Adotar Tecnologias existentes, Aprender o timing correto e Questionar tudo.

Seguiu Robin Chase - fundadora da Zipcar -  que falou também de sua experiência e da 'Economia do Compartilhamento'. Segundo ela, hoje podemos aliar o melhor do Capitalismo Industrial com o melhor da Economia do Compartilhamento. Isso permitiu os 3 Fatores-Chaves de Sucesso da Zipcar: Abundância de Recursos (carros osciosos), Plataforma Simples de Participação e Colaboração de Pares (cocriação). Iguais fatores permitiram o sucesso do YouTube, eBay, Wikipedia, Skype, etc.

Daniel Goleman retomou os trabalhos após almoço, falando de 'Líderes Focados e Inteligência Emocional ', assunto de seu livro 'Foco'. Ele defendeu que multi-tarefa é um mito, que liderança requer mais Inteligência Emocional que Conhecimento Técnico e QI, mais ainda que os trabalhos 'normais'. Que a Estratégia é fruto do conhecimento e Inteligência cognitiva, mas a execução vem da Inteligência Emocional, essencial para a Liderança. 

Na sequência,  Frank Belzer abordou a 'Transformação de Vendas'. O universo de Vendas demorou muito para mudar, mas finalmente os paradigmas agora são outros. A venda Consultiva e Customizada ganha novamente espaço.

Abílio Diniz fechou o primeiro dia de ExpoManagement falando de 'Gestão de Crises e Alta Performance'. 

O destaque do dia, em minha visão, ficou por conta da abordagem de Daniel Goleman para a Liderança e sua relação com a Inteligência Emocional.

A noite ainda contou com a sessão extra de Clayton Christensen, falando de Inovação na área de Saúde.

Mais detalhes, palestra por palestra, publicaremos nos próximos dias.
E a cobertura ao vivo, durante o congresso, você pode acompanhar pelo tweetstorm @AndreVarga #HSMexpo2015.

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ExpoManagement 2015: 9 a 11/Novembro


Nesse mês, de 9 a 11/novembro, mais uma vez ocorre em São Paulo, no ExpoTransamérica, o HSM ExpoManagement 2015, maior evento de Gestão da América Latina. 

Como já viemos fazendo desde 2010, faremos cobertura das palestras, ao vivo, em tweetstorm pelo @AndreVarga direto do evento.

E ao final de cada um dos três dias, publicaremos um resumo aqui no blog e também no Facebook.

Confira um pouco das idéias de alguns dos principais Palestrantes, já publicadas anteriormente aqui no blog:

. Clayton Christensen - Mudanças Estratégicas
. Dan Ariely - Irracionalidade
. Daniel Goleman - Foco
. Eric Ries - Startup Enxuta
. Linda Rottenberg - Empreendedorismo
. Malcolm Gladwell - Davi vs Golias
. Yves Morieux - Simplicidade Inteligente

Veja como foram as edições anteriores aqui.

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De Empreendedor e Louco - Linda Rottenberg

  
Título: De Empreendedor e Louco
Subtítulo: Todo Mundo Tem Um Pouco
Autor: Linda Rottenberg
Tradução de: Crazy is a Compliment
Editora: HSM
Ano: 2015
Páginas: 296
ISBN/EAN: 9-788567-389325

"Louco é um elogio", diz o título original em inglês Crazy is a Compliment do livro da famosa empreendedora Linda Rottenberg, fundadora da Endeavor.


Pensamento Empreendedor não é apenas para quem tem negócio próprio, quem empreende. Segundo Rottenberg, mesmo quem colabora em uma organização precisa ter esse sentimento nos dias de hoje. Cada desafio dentro de uma empresa, sua ou não, cada projeto, cada nova meta desafiadora é como um empreendimento em um sentido mais amplo. O fato é que Rottenberg resolveu ajudar a desenvolver o pensamento Empreendedor em Países e mercados emergentes, justamente onde pouco se apoia ou se ensina sobre empreendedorismo. Assim ela fundou a Endeavor, para ajudar empreendedores a dominar as ferramentas básicas para gestão de seu negócio próprio. Logo ela percebeu que os empreendedores locais precisam de exemplos locais, alguém para inspirá-los em seu contexto, não apenas casos famosos de outros Países, com contextos distintos. Esse é o foco da Instituição, integrar os empreendedores locais, fazendo-os aprender a empreender dentro do contexto do seu País, do seu Mercado.

De sua experiência à frente da Endeavor, nasceu o livro.

Mas afinal, qual o maior obstáculo para se empreender?
- O medo. O risco.

Assumir riscos não é fácil. Muitos são os que te aconselham contra quando um projeto (empreendimento ou não) vai fazê-lo sair da zona de conforto. É natural, é humano. O instinto de sobrevivência nos faz temerários. Buscamos sempre defender-nos de riscos.

Buscar orientação e apoio é nossa tendência nessas situações. E isso pode ser uma armadilha: não ouça familiares, não ouça amigos. Eles gostam de você, tem um vínculo emocional, querem o seu bem, querem defendê-lo. Vão enxergar oportunidades como ameaças. Vão querer convencê-lo a desistir. Ou pior, não querendo contrariá-lo, vão encorajá-lo, sem nenhuma orientação útil.

"Se não acharem você louco quando empreender algo novo, significa que você não pensou alto o suficiente".

Quer orientação sobre empreender? Busque quem empreendeu e teve sucesso. Busque quem empreendeu e não teve sucesso. O erro dos outros sempre é boa escola para a gente. Vale consultar o 'Livro Negro do Empreendedor' de Fernando Trias, super útil.

No entanto, Riscos Inteligentes, calculados, são o segredo para romper essa barreira. Quando começar, assegure-se que tem economias suficientes para manter-se e sua família ao menos por um ano. Jamais assuma o risco de deixar sua família em risco econômico. Comece com riscos pequenos, aumente os riscos gradativamente.

Capitalizar-se usando crowdfunding também é uma excelente alternativa. Ao expor seu projeto à um número muito grande de potenciais investidores tem oportunidade de ter pareceres independentes sobre a viabilidade do projeto. Se o apoio for mínimo, seguramente precisa "pivotar", mudar parâmetros de seu projeto. O escopo seguramente está errado. 

Uma vez iniciado o projeto, a única certeza é que obstáculos aparecerão. Quando isso acontecer, não deixe o pânico se instalar. Não se frustre. Não tente mudar as coisas abandonando o objetivo inicial. Se o risco assumido for pequeno, vale insistir no escopo inicial. Pare, repense seus objetivos. Rottenberg conta o caso da Starbucks. Certo que parte importante de seus problemas era o mal treinamento de seus funcionários, o fundador Howard Schultz, em um certo dia em 2008 determinou que nenhuma loja abriria, para que todos fossem retreinados, não apenas nos procedimentos, mas nos valores da empresa. Muitas empresas teriam feito distinto: obrigado os funcionários a passar por treinamento fora do horário normal de trabalho, para não afetar as operações e faturamento, em turnos alternados. Ao contrário, entendeu que um "para tudo" teria efeito muito mais benéfico. Daria oportunidade de todos estarem juntos no treinamento, certos que naquele dia dinheiro algum entraria. A empresa abriu mão de algo para que eles abrissem também.  Funcionou.

Em toda situação de crise, existe também uma oportunidade. O tal "fazer do  limão, uma limonada".

Busque informar-se e aconselhar-se com outros empreendedores. Todos tem um "pulo-do-gato" para compartilhar. 

Segundo Rottenberg existem 4 tipos de Personalidades Empreendedoras: 

1. Diamantes - visionários inquestionáveis. Tem a capacidade de mudar a vida das pessoas. Criam negócios de fato inovadores. Normalmente são introspectivos. Alguns exemplos são Steve Jobs, Sergei Brin e Mark Zuckerberg.

2. Estrelas - carismáticos, inspiram muitos seguidores. Realizam muitas coisas, ajudam os demais, mas normalmente operam sozinhos. Não são líderes de equipes. Inspiram sem conduzir os demais. Ex: Oprah Winfrey e Martha Stewart. 

3. Transformadores - catalizadores de mudanças em indústrias ou mercados estagnados. Ex: Howard Schultz e Ray Kroc.

4. Foguetes - pensadores analíticos, querem melhorar coisas existentes, aumentar eficiência e eficácia, mais rápido, melhor e mais barato. Normalmente muito bons em cálculos. Ex: Bill Gates e Jeff Bezos.

Tente identificar em qual dessas personalidades você se encaixa mais. Estude-a. Estude empreendedores conhecidos com essa personalidade, principalmente seus pontos falhos. Então busque orientação com personalidade distintas da sua. 

Inovação Contínua
1. Escolhas - nem sempre as coisas saem como planejado. É preciso fazer escolhas (a vida é uma sequencia de escolhas), impossível manter "todos os pratos girando". Deliberadamente escolha quais "pratos" você vai parar de girar, antes que todos caiam ao mesmo tempo. Renunciar a algumas coisas não é um problema. Nenhum produto ou serviço atende a todos e tudo. Tenha coragem de descontentar alguns clientes. Nem todos são de fato seu público-alvo. Mas tenha em mente isso ANTES de dizer um 'não' a alguém. Saiba de antemão que vai ouvir 'não', quem vai ouvir 'sim'.

2. "Despeça sua Sogra" - tenha coragem de descontentar algumas pessoas internas. Também é uma questão de escolha. No começo é mais fácil parentes ou amigos te ajudarem. Mas o mais rápido possível, tenha trabalhando contigo pessoas por laços de interesse e competência, não laços afetivos ou de sangue. Muito mais cedo que você imagina, o profissionalismo precisa dominar seu negócio. Parentes e amigos podem continuar colaborando sim, mas fora do negócio.

3. "Minovação" - não tenha medo de inovar aos poucos. "Pequenas mas constantes melhorias", muito mais que saltos de inovação abrupta. Inovação minimalista, "minovação".

4. Aberto a mudanças, "pero no mucho" - se for o caso mude os parâmetros do seu negócio se ver necessário. No entanto, a experiência demonstra que mudanças radicais de rumo são menos eficientes.

5. "Sonhe alto, execute pequeno" - aterrize seu sonho. O objetivo deve ser audaz, mas as atividades do dia-a-dia devem ser críveis e realizáveis.  "Como se come um elegante? De colherada em colherada". 

Desenvolva Liderança
1. Seja Acessível - quanto menor a organização mais perto precisa colaborar e entender e ser entendido pelo time. Conforme o time cresce.... não deixe de ser acessível. Distância mina qualquer liderança. Como humanos tendemos a não querer seguir pessoas com as quais não sentimos nenhuma empatia.

2. Conheça a si mesmo - não se conhecer, principalmente seus limites pode ser fatal. Em tudo. Quem reconhece publicamente suas limitações é mais aceito e seguido por seus colegas. 

3. Seja Autêntico - "mentira tem perna curta", não vai muito longe. Ser falso, simulado, mina qualquer confiança. 

4. Tenha um Mentor - cada vez mais importante em qualquer atividade de trabalho, empreendedor ou colaborador, chefe ou subordinado, encontre alguém que te ensine coisas. O aprendizado é um processo contínuo ao longo da vida de qualquer ser humano. No trabalho não é diferente.

Mentalidade Empreendedora
Não apenas o "dono" do empreendimento deve ter essa mentalidade. Busque incutir em todos essa mentalidade. Se todos sentirem-se "donos" do negócio são mais responsáveis e comprometidos com o objetivo. 

Bonificações apenas monetárias não são a solução. Criar uma cultura empreendedora no time é essencial. Sentir-se parte do negócio muitas vezes vale mais que um cheque maior. Rottenberg cita os estudos de Motivação de Daniel Pink. Vale conferir

Carreira ou Vida Pessoal?
- Ambos!
Aprenda a delegar, a trabalhar com os outros e através dos outros. 
Encoraje a flexibilidade de horários e processos. Muita gente se apega a uma empresa não pelo desafio, descrição de cargo ou salário. Mesmo tendo propostas similares ou até melhores, tem gente que se fideliza a uma empresa quando sente que a empresa a entende e flexibiliza processos e horários para acomodá-la, acolhê-la. Isso está cada vez mais crescente nas empresas. Ao sentir-se valorizada e acolhida a pessoa pensa muito mais antes de querer mudar. Quando sente que a empresa valoriza o lado pessoal de cada um, um colaborador tende a se esforçar mais. Valoriza ser valorizado. Isso vale muito.
Nítidas as influências de Jason Fried & David Hansson em Rework, 2010.

O livro tem muitas dicas legais. Vale a leitura.
Este livro está entre meus Recomendados sobre Empreendedorismo. Confira a lista aqui.

Saiba mais sobre a autora em seu site.

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Foco - Daniel Goleman

   
Título: Foco
Autor: Daniel Goleman
Tradução de: Focus
Editora: Objetiva 
Ano: 2014
Páginas: 296
ISBN/EAN: 9-788539-005352

Atenção com o título do livro: pode facilmente induzir que seja de auto-ajuda... e não é.
Atenção com o subtítulo do livro: pode parecer óbvio.... e é!

O prof. Daniel Goleman é conhecido pela sua importante teoria (e livro, 2005) de Inteligência Emocional. Agora em 'Foco', ele aprofunda seus estudos para provar o senso comum de que para se concluir algum projeto, empreendimento ou mesmo tarefa mais corriqueira com sucesso, eficiência, se necessita Foco.

O conceito nos faz lembrar a idéia de Jason Fried & David Hansson em Rework (2010) de que quando as pessoas precisam fazer uma tarefa bem feita, fazem-na fora do ambiente normal de trabalho. Pois é  necessário foco e no ambiente normal o mais comum são as interrupções (inoportunas).

Segundo o prof. Goleman, "a Atenção é como um músculo: se você não usa, atrofia". Por outro lado, usando-a muito, ela se desenvolve e se fortalece.

Vivemos na Era da Distração. A quantidade de informação a qual somos expostos diariamente é simplesmente imensa. Vivemos em um estado de "atenção parcial contínua", tudo está prestes a nos distrair: celular, email, facebook, etc. Superficialidade. A primeira consequência imediata e que muitos pedagogos apontam como um perigo para as jovens gerações é que estamos desenvolvendo seres humanos superficiais. Muita coisa para se lidar, acabamos lidando com tudo apenas superficialmente. Não temos tempo nem paciência para aprofundarmos em nada. Falta o tal Foco. A capacidade de selecionar o que merece nossa atenção.

Até aí, sem novidade, todos temos de uma forma ou outra essa mesma percepção. Sim, gostaríamos todos de ser mais focados, mais profundos, mais produtivos e mais eficientes. 

Mas a pergunta é: como!?

Daniel Goleman defende que a Atenção e o Foco podem ser treinados. Tal qual a metáfora do músculo. Treinando o Foco, ele não atrofia, e se desenvolve. Segundo ele, são justamente as pessoas com maior capacidade de Foco que melhor se dão nos estudos, trabalhos, artes, e relações pessoais. Portanto exercitar seu Foco é o essencial.

Tanto quanto exercício, o "músculo" do Foco também necessita Descanso, porque a Atenção se fatiga ao passar do tempo. Quando você nota que sua Atenção se desfoca, lê as palavras mas não apreende nada, Presta atenção no que as pessoas lhe dizem, mas é incapaz de repetir a mensagem, é sinal claro que seu Foco se foi, cansou, o "músculo" precisa reenergizar-se. 

Como?
Ao invés de forçar a Atenção em um determinado tema, relaxe. Deixe o cérebro vaguear a atenção com coisas dispersas e aleatórias. Cansado de determinado tema, ele certamente vai achar algo com qual se distraia. Passado um tempo, ele tem energia suficiente para se concentrar no tema original novamente. Esse break é essencial. Saber notar sua falta de atenção é essencial. E saber impor-se uma pausa, ainda mais essencial. 

Outro truque da Atenção que Goleman ensina é quanto ao Planejamento.
Normalmente temos dificuldade de planejar coisas e eventos distantes. A ideia de problemas futuros é complexa e não natural ao ser humano. Programados para sobreviver, temos a tendência animal de concentrar-nos mais nos problemas e ameaças imediatas, ou de curto prazo que nas de médio e longo prazos. É natural, não tem por que culpar-se por esse sentimento e hábito. No entanto, os problemas e desafios futuros estarão lá e cedo ou tarde, tornar-se-ão presentes e daí pode ser tarde demais.

Então como encarar e planejar eventos futuros? Segundo Goleman, outra vez é uma questão de Foco. Para se planejar coisas futuras, é necessário focar-se no assunto e imaginar. O cérebro humano, diferente dos demais animais, é o único capaz de imaginar-se em situações futuras. Alguns animais, como o homem, podem ter lembranças de coisas passadas, sensações, etc. Mas imaginar-se em situações futuras apenas o animal homem é capaz. O exercício é tentar imaginar-se na situação futura: que sensações vai ter, buscar descrever a situação com mais detalhes possíveis. Ao imaginar a situação no futuro, os prováveis gargalos, obstáculos, desafios virão à mente. Buscar resolvê-los de antemão é o exercício essencial do planejamento. E Foco é novamente a chave.

Daniel ilustra no livro diversos casos do dia-a-dia para explicar seus conceitos.

Interessantes pontos. Por mais que um pouco óbvios em seu conceito, mas talvez a sacada vital de Goleman está no COMO tratar o Foco. Por isso é válido o livro 'Foco' de Daniel Goleman.

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