A Arte do Começo - Guy Kawasaki

Título: A Arte do Começo
Autor: Guy Kawasaki
Tradução de: The Art of the Start

Editora: Best Seller
Ano: 2004
Páginas: 229

ISBN/EAN: 9-788576-840565
Avaliação < / >. :
 
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Leia esse livro se for abrir um negócio.
Leia esse livro se for assumir um novo desafio em um emprego novo.
Leia esse livro se for assumir um novo desafio em seu emprego atual. 
Leia esse livro se começar um projeto novo.

Um excelente livro!

Junto com Rework de Jason Fried & David Hansson, forma uma dupla de livros essenciais para quem vai começar "do nada".

Tem um excelente resumo de TODAS as coisas que você vai precisar fazer para começar uma empresa, um projeto, um novo departamento, etc.

Guy Kawasaki é famoso não apenas por sua passagem na Apple e outras empresas de ponta, e por seus livros e palestras, mas principalmente por seu jeito simples e direto de explicar as coisas, sempre com uma quick-list de qualquer coisa.

Kawasaki estrutura seu livro em 11 temas importantes na criação de um novo negócio ou projeto:

1. Arte de Começar
2. Arte de se Posicionar
3. Arte de Apresentar Idéias
4. Arte de Elaborar um Plano de Negócio
5. Arte do Bootstrapping*
6. Arte de Recrutar
7. Arte de Levantar Capital
8. Arte de Estabelecer Parcerias
9. Arte de Desenvolver Marcas
10. Arte de Fazer Chover
11. Arte de ser Mensch**


* termo em inglês para auto-suficiência financeira
**termo em iídiche que resume uma pessoa ética, íntegra e admirável


A quantidade de dicas e esclarecimentos para cada um desses temas é supreendente.
Veja alguns exemplos:

Seja significativo. "Se não fosse por minha Empresa ou Produto, o mundo seria pior porque..."
Crie um mantra. Esqueça Missão-Visão-Valores que são longos e chatos. Um Mantra curto pega rápido e ninguém o esquece.
."Regra 10/20/30" para apresentar idéias: 10 slides, 20 minutos, fonte 30. Todo o resto é só anexo. Excelente!
. Crie seu Nicho. Foque naquilo que sabe fazer de melhor e que tenha valor para seu público.
. Crie uma Marca simples. Que seja facilmente pronunciável em praticamente qualquer idioma; que não apresente dúvidas de ortografia (que gera similares imitadores); que possa virar sinônimo do produto ou categoria ou que possa virar verbo ("xerocar"!).
. Deixe claro o que você vende.
. Deixe claro o seu modelo de negócio. Não tenha vergonha de dizer e mostrar COMO ganha dinheiro.
. Comece focando o  Fluxo de Caixa, não o Lucro. O lucro pode vir depois, desde que planejado, mas o dinheiro precisa "entrar" o quanto antes. Fature logo, receba logo.
. Teste do Shopping Center. Ao contratar alguém, pense na situação hipotética de encontrá-la num shopping: você a borda e cumprimenta? Cumprimenta se ela o fizer antes? Evita a pessoa? Em qualquer resposta que não a primeira alternativa, não contrate a pessoa. Não trabalhe com quem não tem empatia.

Enfim.... vale super a leitura. Não vai se arrepender. Aprende-se muito e de um modo muito fácil.

Não à toa, 'A Arte do Começo' está entre 'Os 100 Melhores Livros de Negócios de Todos os Tempos' de Todd Sattersten & Jack Covert.

Este livro está entre meus Recomendados sobre Start-ups. Confira a lista aqui.

Guy Kawasaki colaborou também em 'A Grande Mudança' organizado por Seth Godin.


Veja também o resumo da palestra de Kawasaki no ExpoManagement 2011.

Acompanhe o site do Autor em: http://www.guykawasaki.com/
Siga-o no Twitter em: @GuyKawasaki

Vale super a pena! 

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Não Grite! ...Sussurre



Mais uma do Seth Godin, pensador de Marketing. Ele publicou nessa semana em seu blog um post interessante sobre Gritar e Sussurrar.

Nesses tempos em que as pessoas não conseguem centrar sua atenção em algo mais que 7 segundos antes de se distrairem com outra coisa, a não ser que a coisa seja relevante, tem gente que acha que falando mais alto consegue a atenção dos outros. Infelizmente essas pessoas estão enganadas.

Imagine a cena em um aeroporto: a estressada funcionária da compania aérea grita ao microfone insistentemente o nome de algum passageiro para que compareça ao balcão de atendimento. Não funciona. Não porque o ambiente é barrulhento, ou não apenas por isso. Não funciona porque simplesmente nos acostumamos a ignorar pessoas gritando, EMAILS E MENSAGENS EM LETRAS MAIÚSCULAS, banners piscando em sites, sirenes em grandes cidades, alarmes de carros, etc.


Para quem é de Marketing existe uma alternativa: sussurrar...


Sussurros chamam nossa atenção. Parecem que vão nos contar um segredo importante. Gritar é perda de tempo.


Faça esse exercício. Das pessoas que interagem contigo, quais você presta mais atenção ou quais assuntos você consegue lembrar melhor: das que gritam? ou das que sussurram? Pense nisso.


Portanto, se a mensagem é importante, não grite! ...sussurre.


Veja o post na íntegra.


Leia também resenhas de alguns livros do Autor:
. A Vaca Roxa
. A Grande Mudança

J < / >.

Teleton 2011

Participe do Teleton 2011 de 21 a 22 de outubro e ajude a AACD a transformar a vida de milhares de crianças deficientes físicas.

Ligue:

0500 12345 05 - para doar R$   5,00
0500 12345 10 - para doar R$ 10,00
0800 774 2011 - para doar R$ 30,00 ou mais

Se preferir doar online qualquer valor acima de R$ 5,00 clique aqui.


Os sonhos das crianças da AACD dependem de sua doação.


Divulgue você também!


J < / >.

Primeiro o Arroz


Seth Godin, estudioso do Marketing, autor de, entre outros livros, A Vaca Roxa, postou em seu blog nessa semana um assunto interessante.

Nos restaurantes japoneses, os cozinheiros-auxiliares passam meses, se não anos, apenas preparando o arroz para o Sushiman e Chef principal.

Se o arroz não estiver bom, tanto faz o quão exótico e inovador o seu sushi. O mal arroz o estraga.

A maioria dos sites e blogs que tratam de Marketing assumem que seus leitores já sabem "fazer o arroz"; que entendem de direitos autorais, design gráfico, que tem experiência em mensurar retornos das campanhas; que já venderam muito; que tem empatia inata com o que os consumidores querem e pensam e que sabem como montar um case atrativo para o que acreditam.

Frequentemente pulamos para o novo, o inusitado, falhando em sermos bons no básico e importante.

Confira o post na íntegra aqui.

O tema me fez lembrar de um ex-Chefe e grande Amigo, que costuma dizer que todo mundo tem uma ótima receita de Strogonoff. Uma mais inovadora que a outra. Com vodka, com conhaque, creme de leite fresco (nem sei se vai mesmo ou não...), outros partem para variações de frango ou camarrão, etc. E quando as pessoas se juntam para fazer um Strogonoff, todos dão pitaco e querem "aparecer" mais que os outros com suas dicas e inovações. Normalmente se esquecem de fazer o arroz, que em teoria é super simples, comum e trivial. Mas SEM o arroz o Strogonoff, por melhor que seja, falha.
Pois é, dizia. Todo mundo quer fazer o Strogonoff e aparecer e ganhar reconhecimento, mas ninguém quer fazer o arroz. Mas se no final o arroz não é feito, ou é mal-feito, toda a refeição é perdida.

Nas empresas é a mesma coisa. Quem faz o "arroz" na sua Empresa? 

Portanto, antes de inovar com sua receita de Strogonoff da moda, não se esqueça de certificar-se que seu "arroz" está a contento.
Faça como os auxiliares do Sushiman: só partam para cortar o peixe quando já estejam seguros que sabem fazer o arroz bem.

Falando nisso, tem algo queimando lá na panela... fui!

J < / >.



Nietzsche para Estressados - Allan Percy

Título: Nietzsche para Estressados
Autor: Allan Percy
Tradução de: Nietzsche para Estresados
Editora: Sextante
Ano: 2009
Páginas: 108
ISBN/EAN: 9-788575-426432
Avaliação < / >. : «««

Sim, é um livro de Auto-ajuda, estilo que não é minha praia, absolutamente.

Com o devido respeito, costumo dizer que livro de auto-ajuda funciona... para o Autor. Ajuda um bocado nas finanças dele quando o livro "emplaca" (tá na hora de eu escrever um e ganhar uns trocados... J). 
Já para os leitores... bom, ai sua eficácia é questionável.
Mas não estamos aqui para falar de livros de  Auto-ajuda, mas sim do livro em si.

Pois bem. Sendo um livro que aborda Filosofia, ou pelo menos envolve idéias de um importante Filósofo com preocupações do dia-a-dia, me interessei. Ainda mais o dificílimo-de-se-ler Nietzsche.

Confesso que me surpreendi positivamente.


Sugiro ler a última parte - "anexo" - primeiro. Ela explica o conceito de Filósofos Terapeutas. Um conceito novo, ao menos para mim. Quando temos problemas físicos ou emocionais procuramos normalmente tratamentos medicinais ou psicológicos. Isso conhecemos bem. Já a Terapêutica Filosófica auxilia as pessoas com problemas (ou pseudo-problemas) emocionais a primeiro entender a Vida e o Mundo - sob o olhar da Filosofia - para então entender seus problemas pessoais. "Qualquer pessoa pode sofrer angústia emocional ao tentar entender o mundo e não deve ser considerada doente por isso. Todos nós sofremos com esse sentimento em algum momento" cita o livro. 


O conceito é: se pudermos entender o Mundo e a Vida, seja sob a ótica de qualquer filosofia, mas fácil fica entender nossa existência pessoal e nossos problemas nesse contexto.

Allan Percy faz uma boa "leitura" das preocupações da atual vida urbana, sob a ótica das idéias filosóficas de Nietzsche, buscando nelas soluções, ou ao menos posturas mais realistas sobre o conceito de felicidade.

São 99 sacadas em uma leitura bem direta e simples.

Para saber mais sobre o Filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche, clique.


Bom, agora...
"-Tá estressado? Vamos pescar!" ... ou ler!


Abraços a todos!


J < / >.

Primeiro os Colaboradores depois os Clientes - Vineet Nayar


Título: Primeiro os Colaboradores depois os Clientes

Autor: Vineet Nayar
Tradução de: Emploees First Customers Second
Editora: Bookman
Ano: 2010
Páginas: 203
ISBN/EAN: 9-788577-807871

Um super livro!


- Quem é mais importante para o seu Negócio? 
Seus Clientes ou seus Colaboradores?

Poucos são os Empreendedores, CEOs ou Executivos de um modo geral, que chegam à conclusão, sem ter suas dúvidas, que os Colaboradores vem antes dos Clientes na escala de importância para o Negócio.
E mesmo os que chegam a essa conclusão, poucos são capazes de admiti-lo publicamente não apenas para seus Acionistas, como também dizê-lo abertamente a seus Clientes.

Pois bem. Vineet Nayar, CEO da HCL Technologies (que atua no ramo de TI), teve não somente a coragem de fazê-lo, como também, expor sua experiência em um livro: "Primeiro os Colaboradores depois os Clientes", com o subtítulo "Virando a Gestão de cabeça para Baixo".

O fato de o livro ter prefácio de C.K. Prahalad (conterrâneo de Nayar) - talvez um dos últimos prefácios antes da precoce passagem desse ícone da Administração Moderna - já deixa uma dica que quão relevante é o livro. Além disso, está entre os 10 Melhores Livros de 2010 segundo nada menos que Tom Peters.

Mas não é o livro em si, o mais importante, e sim o fato, a história real e o conceito que no final deram origem ao livro.

O conceito de "virar organizações de cabeça para baixo" nem é tão novo. Na verdade se notabilizou com o clássico "A Hora da Verdade" de Jan Carlzon nos anos 1980. Mas aqui o conceito foi aprofundado em níveis nunca antes relatados, sinalizando paradigmas para a Gestão de Pessoas para o futuro.


Ao assumir o comando da empresa em 2005, Vineet se deu conta que do jeito que estava, a empresa logo encontraria o fracasso, engolida pelos concorrentes. Empreendeu então uma jornada de reavaliação do Negócio que resultou não apenas em um grande crescimento da empresa, mas acima de tudo, em uma nova forma de Gerir Pessoas no Negócio.


Veja os passos do processo:


1. Reflexo no Espelho: criando a necessidade de mudança ao analisar e reconhecer que as coisas não andam bem. Em 2005 a HCLT olhou-se no espelho e percebeu que haviam mudando para pior e que portanto precisavam mudar radicalmente, pisando no acelerador. Mas admitir que se está mal e forçar-se a enfrentar a realidade é o mais difícil. O importante é entender em que ponto se está e onde se quer chegar e ai traçar essa linha.


2. Confiança pela Transparência: criando uma cultura de mudança deixando os planos e problemas transparentes a todos na organização, para que todos pudessem entender onde estavam e onde queriam chegar, cientes das dificuldades atuais e futuras. Entre intenção de mudar e o ato de mudar existe uma enorme lacuna. A falta de confiança entre os funcionários e a administração é um grande obstáculo para mudanças e é bastante comum nos dias de hoje. Aumentar a transparência é a iniciativa para se quebrar esse ciclo vicioso. A maioria dos funcionários sabe muito bem o que está errado. Cabe à alta gerencia ADMITIR e por a organização no caminho da correção e da evolução. Os desafios e status devem ser transparentes e públicos ao máximo possível por piores que sejam os indicadores. Isso incentiva a discussão e a busca por soluções, além de aumentar o comprometimento na implementação.


3. Invertendo a Pirâmide Organizacional: construindo uma estrutura para a mudança, dando mais poder aos postos na base da pirâmide organizacional, mas dando-lhes também mais responsabilidade na condução dos negócios em direção aos objetivos. Nossas estruturas arcaicas centenárias (hierárquicas) já não são páreo para os desafios do mundo atual que se comporta e reage em cadeia. Estruturas em forma de Redes Sociais tem muito mais agilidade e flexibilidade para enfrentar esses desafios. O poder não deve estar no pico da pirâmide, mas no que Vineet chama de "Zona de Valor", onde o real valor do negócio (produto ou serviço) é gerado. No caso da HCLT, uma prestadora de serviços de TI, a Zona de Valor está nos times dentro dos seus clientes. Assim toda a estrutura da empresa passa a trabalhar em função desses times e não vice-versa. Tudo deve ser feito para que a vida e o trabalho desses funcionários seja o mais fácil possível, de modo que eles melhor possam entender e atender seus clientes. Não apenas o tal conceito do cliente-interno, mas de mudar a estrutura da organização em uma estrutura de rede, em que o pessoal da Zona de Valor esteja no ponto focal, central.
A capa da edição brasileira é muito feliz ao colocar o "As" sobre o "Rei" como alegoria da importância dos Ases da empresa sob o Cliente (Rei).


4. Reformulando o Papel do CEO: transferindo a responsabilidade pela mudança para a base da pirâmide. Líderes tem poder demais. Isso impede as organizações se democratizarem e também a informação e a energia a ser empregada em prol do negócio. CEO não pode mais ser a única fonte de poder e pior, de mudanças. O CEO deve deixar de ser o que "responde a todas as perguntas e corretamente" para o que "faz as perguntas corretas", bem no estilo "Líder-Nível-5" de Jim Collins. A responsabilidade pela mudança deve estar mais próxima possível da Zona de Valor. Quase que uma empresa autodirigida e autogovernada, com Colaboradores se sentindo donos.


5. Encontrando Compreensão na Incompreensão: renovando o ciclo de mudança, fazendo com que a mudança faça parte da cultura de empresa, não apenas uma fase passageira. Fazendo o "exercício do espelho" uma rotina. Pequenas ações de mudanças simples a toda hora, melhor que programas complicados e longos (faz lembrar bastante conceitos do Rework de Jason Fried e David Hansson).


Evidentemente que Nayar teve muitas dificuldades em diversas fases do processo, mas soube descrever muito bem as boas práticas e conceitos aprendidos no caminho.


Hoje a HCLT é reconhecida como o Melhor Empregador da Índia, Ásia e Reino Unido e é descrita pela revista Fortune como a "gestão mais moderna do mundo", virando estudo de caso da Harvard Business School.


O caso de Vineet Nayar e da HCLT é muito bem explorado na vídeo-aula de Gary Hamel sobre o Futuro da Administração como um exemplo de paradigmas futuros de Gestão.


Depois de tantas revoluções de origem tecnológica (agrícola, industrial, informática, etc), que tiveram inevitavelmente consequências para os negócios, a próxima revolução nos negócios vai se dar no âmbito da Gestão. 
Para gerir negócios e pessoas nesse século XXI cada vez menos nossos métodos do séc.XX, desenvolvidos em sua maioria por pessoas nascidas no séc.XIX, serão adequados. 
Uma nova revolução está em curso - a Revolução na Administração. Ainda não sabemos que direção essa revolução tomará, mas certamente os talentos da Geração Y e futuros talentos da Geração Z tenderão mais facilidade em se integrarem em empresas e organizações como a HCLT de Nayar que em empresas do velho "comando-e-controle".


Primeiro os Colaboradores depois os Clientes é leitura obrigatória para quem quer entender que rumo a gestão pode tomar no desenrolar do nosso século ou queira gerir empresas no futuro.


O vídeo abaixo é um filme curto de divulgação da HCLT do conceito de Emploees First como valor da empresa:



Faz pensar um pouco.


Sobre a Psicologia da Mudança sugiro também a leitura de A Guinada de Chip & Dan Heath. Esses dois livros combinados dão uma excelente base para mudar rumos na Gestão de uma Empresa.


Boa leitura e boa sorte!


J < / >.